terça-feira, 30 de setembro de 2014

Rabiscos de julho de 2014

Estou com saudades de mim mesma. Saudades de alguém que sentia tudo a flor da pele e escrevia desesperadamente para aliviar a angústia da existência. 
Atire a primeira pedra quem estiver livre de todas as angústias, dores e conflitos dessa existência tão pouco linear.
Enquanto escrevo duas ou três palavras, outras cem tagarelam ao mesmo tempo em minha cabeça. Eis o resultado de tanto tempo sem escrever nada. 
Uma das experiências mais enriquecedoras da minha vida é a sala de aula. Um universo inteirinho pra ser desvendado, descoberto, trabalhado, apreciado...
Nesse mundo eu certamente aprendo muito mais que cada aluno. 
Já vivi muitas experiências em minha vida. É provável que aqueles que me conhecem a pouco tempo não tenham noção de quantas história eu teria pra contar de minhas vivências. Aprendi com todas elas, é claro, mas continuo caminhando como aprendiz, por que tudo é tão novo sempre e por isso ainda consigo me surpreender. Sei que nesse momento poucos lerão minhas palavras e os que lerem nenhuma mensagem tão significativa encontrarão. Talvez um dia meus tataranetos achem interessante ler sobre as elucubrações filosóficas de sua tataravó antiquada. Enfim, hoje é o dia de escrever, pois como disse Oswaldo, “sou um homem inundado de sentimentos”. 
Há um tempo atrás meus sentimentos eram dedicados excessivamente a pessoas. Posso dizer que meu hobbie era me apaixonar e construir histórias em minha cabeça regadas a muita poesia e exageros. Hoje em dia minhas emoções vão para outras direções. 
Imergi para algum lugar em minha consciência espiritual, num desejo lascivo de transcender todos os sentimentos inquietantes que as vezes me dominam e que quase sempre me arrebatam. Paradoxalmente me deparo dom o desejo de não desejar.