quinta-feira, 23 de junho de 2011

Renomeando arquivos velhos

Desde criança eu sempre tive a impressão de que vivia em um mundo paralelo. Uma realidade inventada, toda idealizada entre meus muitos pensamentos, sentimentos, sensações e retratos. Esses retratos são de coisas que vi, de pessoas que conheci, de experiências que vivi e fotografei em minha mente e de certa forma permaneceram exatamente como no momento em que as fotografei.
Por isso convivi com essa sensação de que as coisas são apenas de um jeito... só a sensação. Sempre soube que elas mudam. Sempre soube muitas coisas que não sinto e sempre soube que não conseguia sentir o que eu sabia. Sempre soube que queria descobrir a porta que me levava pra mim mesma, para a parte de mim que simplesmente sente, sem racionalizar o sentimento e tentar entender, controlar.

Controlar o sentimento foi a coisa mais idiota que já tentei fazer.

Hoje estou dentro de mim. Por mais estranho e óbvio que isso pareça. Hoje estou mexendo com o que estava quieto, e olhando aqueles velhos retratos. Estou tentando reconhecer meus equívocos, meus enganos, enxergar o óbvio sobre algumas coisas. E as vezes é muito difícil enxergar o óbvio.
Entre esses retratos velhos existem lembranças não felizes, dolorosas... de momentos e fatos que se tornaram tabus e mitos. Olhar novamente para tudo isso é doloroso, porém, necessário, pois não se eliminam fotografias do nosso mundo platônico, e em algum momento algo deverá ser feito para mudar aquele que se tornou um paradigma.
É mais ou menos assim: No seu computador tem uma área de trabalho com diversos links. Aquilo é o que se pode ver, a sua cara. Mas seu HD não se resume a área de trabalho... pode até ser que existam alguns links lá, daqueles arquivos que estão lá no HD e vc utiliza mais. Mas, existem muitos arquivos lá em suas outras pastas, que são seus e não podem ser jogados na lixeira. Pois o lado bom do computador é que vc pode formata-lo e reinstalar os programas, salvando apenas os arquivos que você deseja. Mas com o ser humano não dá pra fazer isso... e pior, você nem sempre escolhe os arquivos que lá estarão salvos.
E o que acontece é que sempre que precisa de algum parâmetro para qualquer situação, vc busca arquivos em seu HD... as vezes, abre um arquivo que nem é legal, com informações equivocadas, tristes, desagradáveis... o que fazer?
Boa pergunta... é o que estou tentando descobrir.
Mas tenho uma teoria. E não é uma teoria sem embasamento.
Quando eu preciso encontrar um arquivo em meu computador, eu clico em INICIAR e escrevo a palavra-chave em um campo de busca.. Ele me dá várias opções. Se eu clicar ENTER, vão aparecer os arquivos em uma janela de opções, de todos os arquivos que possuem aquela palavra-chave no título. Normalmente escolho a primeira e clico. Pronto, abriu o arquivo e aquele é o conhecimento, o parâmetro, a informação que possuo. Dentro de mim acontece mais ou menos da mesma forma. A diferença é que, por acontecer no campo do inconsciente, nem sempre escolho os arquivos que me servirão de parâmetro para o momento. Ou pior, os arquivos se abrem sozinhos sem ao menos eu querer que se faça o link.

Bom, então, percebi que já que eu não posso eliminar arquivos inadequados, ruins, desagradáveis do meu HD, eu preciso renomeá-los. E além disso, eu preciso criar novos arquivos, com novas fotografias, novas memórias, novas emoções ... as que eu quero que prevaleça.

Não gerenciar as informações do seu HD é o mesmo que viver a mercê de todos os impulsos e ser paciente, ao invés de agente da própria vida.
E mexer nas fotografias velhas do HD não é uma coisa fácil. Exige coragem e força de vontade. Particularmente, não tenho nem um dos dois. Mas tenho algo que supera tudo isso. A impulsividade e a intensidade. Essas duas características marcantes, em mim, me obrigam a fazer a faxina interna.

sábado, 11 de junho de 2011

Sensações boas


Cheiro de grama molhada depois da chuva, dormir abraçada com quem se gosta, rir de dar gargalhadas, comer morango maduro e bem docinho, olhar a chuva pela janela de casa, conversar até de madrugada, saber que pode dormir mais quando se acorda cedinho e cheio de preguiça, comer chocolate hersheys, ganhar um presente inesperado, assistir filme embaixo do edredon, ouvir música com o som alto e deitada no sofá, receber visita de amigos queridos, perfume de flores da primavera, o cheiro da comida da mamãe, dia claro com céu azul, dia nublado com friozinho, olhar o mar sentindo a brisa, conversar com gente inteligente, ler um livro interessante, curtir preguiça, receber cafuné, ter festa surpresa de aniversário com seus melhores amigos, abrir um livro novo, último capítulo de novela, receber um elogio sincero, carinho na nuca, banho quente, massagem nos ombros, nas costas, nos pés..., dançar no tapete, na boate, na festa, no palco, em qualquer lugar, escrever o que vier à cabeça, ser espontâneo, fazer um novo amigo, ter a Sofia como filha, tirar o aparelho dos dentes, fazer amor quando se tem vontade e com quem se gosta.

domingo, 29 de maio de 2011

Devaneios na madrugada


Ultimamente não tenho tido muito tempo para atualizar o blog. Correria, cansaço, pouca inspiração e disposição para escrever, ou transcrever.
Não é falta de sentir... essa é minha especialidade. Sentir! Me pergunto, as vezes, se todas as pessoas possuem os sentimentos assim, à flor da pele, como eu! Não que seja pretensiosa, aliás, até preferia não ser assim, mas não percebo nas pessoas esse afã constante de emoções. É como se vivesse em eterno climax à espera do último e derradeiro capitulo de todas as histórias; é como se vivesse sempre à espera de um desfecho justo para todas as coisas. É estranho se dar conta disso. Um pouco trash... e melodramático. (risos)
Preferiria mil vezes não viver com o coração na garganta e o estômago revirado o tempo todo. 

O equilíbrio no que diz respeito às questões do coração já é uma coisa descompensada pra todo mundo. É um duelo entre razão e emoção e uma confusão de quem está prevalecendo... nem nós sabemos, vivemos no "axômetro". Um truque muito usado por muita gente que conheço é determinar algumas regras para si mesmo, do tipo: "eu sou assim e por isso, sempre que acontece sei lá o que eu ajo assado". Quem nunca ouviu isso? Mas é possível, por acaso, prever o contexto das futuras situações que acontecerão em sua vida? Afinal, as histórias se repetem mas os contextos são sempre diferentes! É inteligente desconsiderá-los e agir de forma programada para sempre por causa de uma situação apenas, que deixou marcas profundas??? 

Pior é que é... rrsrsrsrsrs... as vezes prefiro evitar a fadiga. 
Acho que a questão principal é identificar qual e a questão principal de cada contexto. (que filosófico!)

Nesse momento a questão principal do meu contexto é lidar com essa enxurrada constante e infinita de sentimentos. E na arte encontro um refugio quando tenho a oportunidade de ter contato. 
A música, o teatro, a dança, principalmente, são manifestações que me entorpecem como uma droga. 
Talvez por que tenha deixado essa veia esmagada por muitos anos... ou talvez tenha outros motivos ocultos, quem sabe sobrenaturais, que eu desconheça. Pouco importa, agora. A questão é que gostaria muito de poder vivenciar mais experiências no campo da arte. 

Bom, é muuuiiito tarde e amanhã cedo trabalho. 
Essa é a minha realidade quando acordo de meus devaneios.
Eu, em companhia do meu computador, do meu anjinho e dos backyardigans...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Mais um pouco de RH

Inteligência Emocional



A importância da inteligência emocional no trabalho em equipe.

A Inteligência Emocional é importante em todos os aspectos da vida de um indivíduo, seja no âmbito pessoal ou profissional. Não é possível trabalhar com a inteligência emocional em apenas um desses âmbitos.
É importante para todas as pessoas compreender bem o que é Inteligência Emocional e o motivo da necessidade de desenvolvê-la constantemente.
Pode-se dizer que é a capacidade de lidar com situações de conflito sem perder o objetivo e o foco e a capacidade de conhecer a si mesmo num processo de investigação e análise, tomando decisões e fazendo escolhas conscientes ao invés de movidas apenas pela emoção.
O líder, no relacionamento com sua equipe, lida constantemente com situações que exigem a Inteligência Emocional. É um requisito fundamental para maximizar o rendimento do trabalho em equipe, uma vez que os conflitos geram ricas discussões e excelentes descobertas, porém, se mal administrados podem gerar prejuízos no processo de criatividade e não rendimentos no trabalho em equipe.
O profissional que não procura desenvolver a inteligência emocional tem dificuldades de enxergar a si mesmo como pessoa e como profissional, confundindo os papeis que deve desempenhar dentro e fora da organização e deixando de aprimorar o trato nas relações interpessoais.
Qualquer trabalho, para ser realizado em equipe, necessita da cooperação e do compartilhamento de informações e experiências que constituem o indivíduo em particularidades que para serem bem compartilhadas necessitam ser bem administradas para não haver lacunas na comunicação e no direcionamento.
Isso significa que se o indivíduo possui uma vasta experiência no tipo do negócio e nenhum equilíbrio emocional, terá dificuldades para expressar e compartilhar seu conhecimento em prol do trabalho coletivo sempre que necessitar trabalhar em equipe, formando uma parte do todo.
A não ser que a equipe possua uma liderança equilibrada, o risco de conflitos determinantes pode comprometer o sucesso da realização dos processos.
A questão chave do trabalho em equipe é o todo formado com a união das partes para o alcance de um objetivo, ou seja, quando existe um foco.
O desequilíbrio emocional ocasiona a perda do foco. E esse é o momento em que uma das partes deixa de agir com foco no objetivo final, para agir de acordo com seu interesse ou emoção, sendo que isso nem sempre ocorre de maneira intencional, pois quase sempre nem mesmo é percebido.
Pressupõe-se que o objetivo de cada parte é o alcance de um mesmo objetivo final e se a compreensão desse ideal fosse o suficiente para o sucesso, não haveria tantos conflitos e contradições nas organizações.
Cabe a cada indivíduo orientar-se para a auto-descoberta e análise de suas atitudes para o conhecimento de si mesmo. Não é possível esperar que se desenvolva o trabalho em equipe de um determinado grupo se não pensar no desenvolvimento de cada parte, ou no mínimo de um líder consciente e com inteligência emocional bem disposto a lidar com os conflitos alheios.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Um pouco de Recursos Humanos

Como o líder contemporâneo deve utilizar-se do conhecimento, da informação e da tecnologia para obter vantagens competitivas.

Estamos na era da informação, no know-how, das mudanças rápidas. O conhecimento é o recurso mais valioso na corrida competitiva entre as empresas e entre as pessoas no mercado de trabalho.

Perde-se tempo quando acredita que o conhecimento teórico acumulado é o suficiente. O conhecimento é necessário, certamente, mas a parte fundamental é como é gerido esse conhecimento e como é utilizado e compartilhado. É importante saber quais são os frutos e os resultados, ou seja, as ações provenientes desse conhecimento.

Saber gerir o conhecimento em prol dos objetivos é o grande desafio dos profissionais do século XXI. E não é um desafio qualquer, visto que depende de diversos fatores como localidade, área de atuação, as relações, as ambições, objetivos...

É necessário que primeiramente exista a ambição de querer algum resultado para se situar entre tantas possibilidades. 

A tecnologia é um recurso de fácil acesso e proporciona infinitas possibilidades de aprimoramento. 
Para obter vantagens competitivas, por meio desse recurso, é necessário que haja disposição e interesse de quem deseja aprimorar-se e adquirir o produto conhecimento.

O desenvolvimento e o conhecimento são compartilhados de todas as partes e de diversas maneiras, com diversas linguagens e metodologias. E o profissional que se aproveita dessa gama de informações está mais atualizado e possui mais chances de se desenvolver como profissional. 

Ignorar os benefícios que a tecnologia da informação traz para o desenvolvimento profissional é o mesmo que fechar os olhos para o que acontece diante do nariz. 

É preciso desapegar-se um pouco do método tradicional de aprendizagem, pois está relativamente ultrapassado, embora ainda exista fortemente e muitas pessoas não consigam se imaginar fora desse padrão, e abrir os olhos para a janela do mundo que é a internet e todas as suas possibilidades. 

A informação atualizada e o conhecimento compartilhado por meio das redes são excelentes “colaboradores” para a atuação do líder contemporâneo dentro das organizações. O líder que promove o desenvolvimento da equipe necessita possuir a autonomia de acessar esse banco de dados instantâneo a qualquer momento, ante qualquer necessidade que identifique. Embora esse processo de identificação dependa em grande parte do conhecimento acumulado e da experiência pessoal individual.

Entretanto, o líder antenado se antecipa, toma ações preventivas, se organiza utilizando metodologias que muitas vezes acabou de conhecer e toma decisões sempre olhando para todos os lados ao invés de embasado em apenas alguns conceitos teóricos. 

A era industrial, já passou! . Não basta apenas ter um diploma e estagnar ao pendurá-lo na parede. O conhecimento adquirido está sempre incompleto, é insuficiente, e com isso a busca do conhecimento é infinita e necessária a quem deseja ter alguma vantagem perante dos demais. O momento é dos profissionais que sabem onde encontrar a informação que desejam, e necessitam, rapidamente e não titubeiam em tomar decisões. O momento é dos profissionais que sabem o que sabem e principalmente o que não sabem, pois significa que já identificaram suas necessidades de aprimoramento.

Aline Sorrentino